Postagens

MUNDO MODERNO??? (julho de 2009)

Imagem
Ultimamente algumas coisas me revoltam com mais facilidade. Não sei se sou eu o chato, mais acho que nesse caso não sou eu o motivo. Coisas comuns que vemos todos os dias na televisão, nos jornais, revistas, etc. Pessoas matando umas as outras por nada, brigas por dinheiro, pai matando filho e filho matando pai, todo tipo de preconceito e discriminação, guerras e coisas assim. As pessoas estão esquecendo cada vez mais rápido como é lindo e gostoso ficar sentado num parque, ouvindo os pássaros e vendo a natureza, sair para se divertir com os amigos, conversar com a família. As crianças não brincam mais na rua, não tem amigos, só querem ficar em casa na frente do computador ou jogando vídeo-game, estão crescendo sem saber o que é infância. Eu sei que isso está parecendo um texto de auto-ajuda ou coisa parecida, mas na verdade é um desabafo. Acho que estou numa fase mais sensitiva da minha vida, essas coisas todas realmente me deixam nervoso! Comentários como o da Cláudia Leitte e do mar...

Para minha grande e eterna companheira (junho de 2011)

Imagem
Enrolei alguns dias para escrever algo. Primeiro por saber que sou manteiga derretida e vou ter derretido antes do ultimo ponto final, segundo por se tratar das linhas mais duras que eu já escrevi até hoje e terceiro... bom não sei! No dia 23 de junho deste ano (2011) fui acordado com a pior noticia do mundo: Filó estava morta! Minha primeira reação foi a mais normal possível: chorar! A segunda também: chorei! E a quarta, quinta, sexta... Acho que muitos estão achando um baita exagero da minha parte, mas a Filó não era apenas uma cachorra que estava conosco desde 2000, ela era mais. Era um membro da família e mais que isso era a companheira de todas as horas para todos que sentassem ao seu lado. O momento mais dificil foi chegar em casa e não escutar um latido lá no fundo, como quem diz "Opa! Tem gente aí! Alguém vai ver!". Depois de ter a minha vigésima reação do dia minha memória me sacaneou e sem que eu percebesse voltou alguns capitulos, mas mostrou apenas o que ela ...

"White Blank Page" (agosto de 2011)

Desde pequeno eu tenho uma teoria: a melhor forma de acabar com qualquer dor é provoca-la até você não aguentar mais. Aqueles hematomas que aparecem depois de uma pancada ou de um tombo, é só apertar, forte, até uma lágrima escorrer pelo canto do olho, depois disso a dor passa. É melhor que esperar até ela desaparecer sozinha ou que se esqueça. Um momento de dor que tira lágrimas dos olhos mas que depois desaparece e você nem lembra que um dia ela existiu. Só forçar até não aguentar mais e depois não sentir nada. Pelo menos eu achava que a dor sumia, mas ela continuava ali e não era apertando que ela sarava. Na verdade eu ia até o meu limite e voltava para o estágio inicial da dor, então achava que não tinha mais nada, mas ela só estava mais leve, mais calma. Existe um outro tipo de dor, a emocional ou dor do coração, dor do amor, dor de como você preferir chama-la, podemos leva-la ao extremo, derramar mais de uma lágrima, depois disso ela some (ou volta para o estágio inicial!)... mas...

Ela e a senhora cega

Era mais outro dia andando. Ela nem mais sabia há quanto tempo estava andando, talvez já tivesse completado um mês ou dois, talvez estivesse andando por um ano ou dois... Por algum motivo não conseguia nem lembrar quando ou porque começou a viajar, sua memória mais antiga é resumida em uma estrada, uma árvore muito verde e um pássaro sentado em um dos galhos da árvore. Mas ela não reclamava, não, gostava de andar assim sem rumo, sem saber o motivo, sem saber o que encontraria, sentindo como o ar é diferente em cada lugar, como as cores são diferentes em cada lugar, como a comida é diferente em cada lugar e, principalmente, como as pessoas são diferentes em cada lugar. Anotava tudo que via num caderninho verde, pequeno, desses sem linhas que cabe perfeitamente em qualquer bolso. Escrevia sobre cada parada, colocava nas folhas do caderninho tudo o que conseguia lembrar e mesmo não tendo a melhor memória do mundo sempre enchia um tanto razoável de páginas. Outro fato curioso é q...

Hey buddy!

Imagem
" If you feel like you're alone no, no, no, you're not alone..." ( Everybody Hurts - R.E.M.)

Da Terra do Nunca...

Imagem
Acho que a melhor maneira de entender a vida em Assis é imaginar um globinho daqueles de natal, com alguma coisa presa com neve falsa dentro de uma bolha de vidro. Pois bem, não existe maneira melhor para representar a vida em Assis: uma bolha!  Cada um assume seu papel na bolha e por algum tempo, uns mais e outros menos, vive de acordo com o que acredita ser o melhor jeito de fazer aquilo. Os problemas são sempre os mesmos, sempre, e com o tempo eles se acomodam, se encaixam, e nem precisam mais que alguém os chame de problemas, passam a fazer parte das pessoas, passam a definir como elas vão agir e pensar dentro da bolha, depois de mais algum tempo as pessoas começam a se moldar junto com esses não-mais-problemas. Em alguns momentos de lucidez, algumas pessoas percebem que esses problemas foram criados só para conseguir suportar a vida dentro da bolha de vidro. Quando isso acontece, é possível que essa pessoa tente sair e enfrentar novos problemas, no chamado "mundo real...

"Stay Stay Stay"

Uma dos dois maiores problemas, pelo menos pra mim, de escrever qualquer coisa é como começar essa qualquer coisa. A primeira linha vem e vai mil vezes, tento usar todas os sinônimos possíveis para quase todas as palavras possíveis e nunca, NUNCA, consigo fazer um bom começo, que realmente me agrade (normalmente o texto todo não me agrada, mas o começo principalmente!). Por isso vou começar esse, apesar de já ter começado, direto no assunto, pulando as regras de um bom texto e indo direto para o desenvolvimento. Estava pensando, cá com os meus botões, sobre desapego, não só com objetos mas com pessoas, momentos e coisinhas pequenas. Eu sempre tive muitos problemas em me desapegar das minhas coisas e não foram poucas as vezes que guardei embalagens, pedaços de papel, pequenos objetos e até mesmo grandes objetos, por achar que as pessoas que me deram aquilo ficariam magoadas de alguma maneira se eu me desfizesse dos "presentes". Me sentia muito triste ao imaginar que se joga...